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Conflito, mídia e território no Sul Global

Os conflitos territoriais, étnicos e religiosos da contemporaneidade expõem complexidades que desafiam e instigam diferentes eixos de reflexão. Em uma dimensão geopolítica, pensar sobre conflitos é um esforço para compreender os modos de articular os poderes e experimentar as diferenças através das narrativas. Esse é o eixo que guia a pesquisa desenvolvida no projeto Conflito mídia e território no Sul Global, é viabilizado pelo Programa de Internacionalização da Universidade Federal Fluminense -PRINT com subsidio da CAPES.

Somos um grupo de pesquisadores que buscamos refletir acerca da especificidade de pensar a formação e a produção de territórios (simbólicos e físicos), marcados pelas diferenças e desigualdades que constituem as sociedades nos dias atuais. Para os estudos em torno de “conflitos e territórios”, este universo ampliado torna possível um olhar mais apurado acerca das contradições e dos paradoxos gerados pelo próprio conflito. As questões relacionadas à identidade, à música, à performance corporal, ao patrimônio, à circulação científica, quadrinhos, videogames, entre outras, que em maior ou menor escala já vêm sendo pensadas na etapa anterior da parceria UFF/Tübingen, são agora potencializados.

Esta pesquisa é resultado da parceria entre o PPGCOM-UFF e a Universidade de Tübingen, existente desde 2010. Afinidades das questões teóricas entre as pesquisas dos docentes e discentes de ambas instituições possibilitaram o percurso que nos trouxe até aqui. Mais recentemente, diálogos frutíferos com as Universidade de Lausanne, (Suíça), Ghent University (Bélgica) e Université du Québec à Montréal (Canadá), ampliaram o escopo das temáticas apontadas em torno das questões relacionados ao território em artefatos midiáticos. 

Nosso problema central se debruça na perspectiva de “conflito” presente no pensamento da geógrafa Irit Rogoff (2006). Para esta autora, os conflitos que vivemos no contemporâneo, particularmente os de longa duração, impõem um desafio não somente aos sujeitos que os vivem no seu cotidiano, mas também aos que têm como ofício refletir e procurar entender seus desdobramentos e modos de produção. Somos pesquisadores que nos afetamos pela experiência dos conflitos que alteram nossos modos de estar e pensar o mundo que conforma uma pletora de conflitos territoriais, étnicos e religiosos.